Qualificação e acesso ao crédito desafiam jovens

Encontro debateu alternativas para melhorar políticas públicas e garantir a sucessão

O casal Andrieli Bald, 18 e Edson Wollmuth, 20, de São Vitor, Forquetinha trabalham na produção de leite. São 950 litros por dia. A escolha de seguir na profissão dos pais, segundo Andrieli é motivada pelo diálogo e incentivo. “Meu pai nos deu liberdade para expor nossas ideias, buscar conhecimento e aplicar na propriedade. Além de qualidade de vida, temos uma boa renda”, destaca.


O irmão Anderson Bald, 25, aposta na produção de frutas. Fuuturamente quer construir uma agroindústria para processar a matéria-prima e agregar valor. O mesmo caminho segue Cassius Feil, 25, de Bauereck.


Ao lado dos pais, ajuda a administrar uma granja de ovos férteis. São 16 mil galinhas, cuja produção alcança 1.250 dúzias ao dia. “Quero instalar uma agroindústria de galinha caipira”, adianta.


Ariel Guillante, 25, de Arroio do Meio dedica-se a produção de 660 litros de leite por dia e 150 suínos no sistema independente. “Quem ficar terá que buscar conhecimento, qualificação e ter incentivo, dos pais e do governo. Além do crédito, é preciso definir preço mínimo aos produtos”, opina.


Além deles, outros 150 jovens, vindos de todo estado participaram do 3º Encontro Regional de Jovens Rurais, realizado nesta sexta-feira, no parque de exposições Christoph Bauer. Durante todo dia, palestras e tarde de campo mostraram alternativas para empreender na propriedade e aumentar o índice de sucessão, o qual hoje chega a apenas 4%, conforme dados da Emater.


Trabalho conjunto
Segundo o gerente regional da Emater/RS-Ascar de Lajeado, Marcelo Brandoli o seminário é uma oportunidade para discutir os desafios, as oportunidades e rumos para elevar o percentual de sucessão nas propriedades. “O trabalho precisa ser conjunto. Cada censo temos menos jovens. Depende de todos reverter este quadro. Só mudamos com políticas públicas”, afirma.


Para ele, é necessário diversificar, buscar formação, garantir acesso ao crédito e agregar valor à produção. “O produtor do futuro terá que ter conhecimento, ser um profissional de excelência. A mecanização, a renda, a estrutura e a orientação técnica ajuda a mudar o cenário. Aos pais, cabe dividir as funções, delegar o poder e dialogar, para que os filhos possam ficar”, destaca.  


Conforme o prefeito Paulo José Grunewald, no município são desenvolvidos mais de 40 programas na agricultura. Por ano é investido mais de R$ 1,6 milhão no setor que é responsável por 73% do valor adicionado. “É preciso profissionalizar quem atua no setor e permitir o acesso às novas tecnologias, com crédito e valorização”, afirma.


Fotos Giovane Weber – FW Comunicação

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