Voluntárias produzem coelhos para decorar cidade

Grupo de mulheres se reúnem em oficina para preparar enfeites para a Páscoa

Aos poucos a cidade começa a ficar enfeitada para a Páscoa. E todo trabalho de confecção dos coelhos gigantes e demais adereços que serão espalhados pelos principais pontos turísticos, como a praça, prefeitura, posto de saúde e parque de exposições, são produzidos com a ajuda de voluntárias.

Conhecida como uma cidade tranquila, Forquetinha se transforma em datas festivas graças ao apoio da comunidade, que leva a sério o feriado e se mobiliza para fazer a decoração.

Ao todo, 15 mulheres trabalham de forma voluntária na confecção de aproximadamente 100 coelhos de pelúcia. A oficina de artesanato é gratuita e oferecida pelo Executivo duas vezes por semana.

Nesta época, a dona de casa Nelsi Dullius, 65, de Picada Hunemeier troca a rotina de afazeres domésticos pela de costureira, transformando alguns retalhos de tecidos, linhas e fibras em bonecos. “Após a morte de meu filho tive depressão. Aqui renovo minha autoestima, faço novas amizades e aprendo coisas novas. É sem d´vida melhor do que qualquer remédio”, comenta.

As amigas Noemi Brass Hofstetter, 52 e Silvana Leipnitz, 53, também se divertem nas tardes de artesanato, em frente às máquinas de costura, na companhia de um bom chimarrão. “A gente se entretém fazendo as coisas e tem as amizades para passar o tempo mais rápido”, conta Noemi.

Silvana diz que a oficina é um forma de tratar a depressão enfrentada após uma cirurgia na coluna. “Durante 26 anos trabalhei em uma fábrica de confecções. Foi muito difícil parar. Sentada em casa a gente não faz nada. Aqui conversamos, aprendemos técnicas novas de artesanato como macramê e vagonite. Não dá faltar uma tarde”, destaca.

Muitas das mulheres que estão no grupo de artesanato vêm da agricultura e nem tinham conhecimento de como funciona uma máquina de costura. Os relatos impressionam a oficineira Dejanira Bianchetti. “É uma terapia para a maioria das alunas. Elas se divertem, conversam, brincam e o mais importante, são felizes”, afirma.

Dejanira se diz surpreendida com a evolução. “Tem gente que nunca tinha costurado. Ao terminarem as peças se sentem realizadas. Mesmo fora daqui, estão sempre fazendo alguma coisa”, relata comovida.

Todos ganham

Para o prefeito Paulo José Grunewald, todos os cidadãos ganham com a iniciativa. “Além de ser um passatempo, promove a autoestima, o convívio comunitário e preveni doenças. Assim todos ganham e nossa cidade fica muito bonita e atrai centenas de turistas”, elogia.

A expectativa é que, com o passar do tempo, essa atividade fortaleça o turismo no município e valorize mais o trabalho de quem vem do campo.